O Laudo Elétrico de Média Tensão é o documento técnico que atesta a segurança e a conformidade das instalações que operam entre 1 kV e 36,2 kV (subestações, cabines primárias, transformadores e disjuntores), seguindo a NBR 14039 e a NR-10 SEP. Em Campinas e região, ele costuma ser pedido por indústrias e empreendimentos que recebem energia em 13,8 kV ou 34,5 kV e mantêm subestação própria.
O caminho prático começa com o levantamento da instalação: reúnem-se diagramas unifilares, dados de potência e tensão e o histórico de manutenção. Em seguida, um engenheiro eletricista habilitado faz a inspeção visual e a termografia com a subestação energizada para localizar pontos quentes; depois, com o sistema desenergizado, executa os ensaios elétricos (isolamento, relação de transformação, resistência ôhmica e aterramento) e coleta amostra do óleo isolante. Por fim, é emitido o laudo com o diagnóstico de cada equipamento, a classificação das não conformidades e as recomendações priorizadas.
A documentação envolvida inclui o laudo técnico assinado e a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada no CREA-SP, além dos relatórios de ensaios e da análise laboratorial do óleo. O laudo é frequentemente solicitado pela concessionária — CPFL ou Enel em São Paulo — para comissionamento, alteração de demanda ou transferência de titularidade. O Corpo de Bombeiros do Estado de SP pode exigi-lo na composição do AVCB de indústrias de maior porte, e seguradoras o utilizam como condição para cobertura de sinistros elétricos.
Não há um prazo único de validade definido em lei, mas a boa prática e a NR-10 recomendam a reavaliação periódica das instalações de média tensão, normalmente a cada ano ou conforme o plano de manutenção da subestação. A Samoa Engenharia conduz todo o processo em Campinas e na região metropolitana, do levantamento à emissão do laudo com ART, com instrumentos calibrados e relatórios aceitos por CPFL, Enel e seguradoras.