O Projeto de Carga Elétrica Industrial é o estudo de engenharia que define a demanda de energia de uma fábrica e dimensiona toda a entrada elétrica: potência do transformador, cabos, medição, proteção geral e aterramento. Em Campinas e região, ele é exigido pela concessionária (CPFL, Enel ou Elektro) para liberar a ligação de energia ou autorizar aumento de carga.
O caminho prático começa pelo levantamento de cargas na planta: motores, compressores, fornos, máquinas, climatização e iluminação. Em seguida o engenheiro eletricista calcula a demanda máxima simultânea aplicando fatores de demanda e de potência, dimensiona o transformador em kVA e define a tensão de fornecimento (baixa ou média tensão). Depois são elaborados o memorial de cálculo, o diagrama unifilar e a planta de cabine. Por fim, o projeto é protocolado na concessionária, que analisa, pode emitir exigências e, atendidas, libera a obra e a ligação.
Os documentos centrais são o memorial de cálculo de demanda, o diagrama unifilar, o projeto da entrada/cabine e a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do engenheiro eletricista habilitado no CREA-SP. O órgão que aprova o projeto é a concessionária de energia da área (em Campinas, normalmente a CPFL Paulista), seguindo a NBR 5410 (baixa tensão), a NBR 14039 (média tensão) e os padrões técnicos da distribuidora. Quando há edificação envolvida, podem incidir também as exigências do Corpo de Bombeiros do Estado de SP e da prefeitura de Campinas.
O prazo depende do porte da carga e da fila de análise da distribuidora, geralmente algumas semanas entre protocolo e aprovação, podendo se estender se houver exigências. Projetos em média tensão exigem cabine primária própria e tendem a ser mais demorados. A Samoa Engenharia conduz o fluxo ponta a ponta: visita técnica, cálculo, elaboração com ART, protocolo e acompanhamento das análises até a liberação efetiva da ligação, além de dimensionar banco de capacitores para evitar multa por fator de potência abaixo de 0,92.