O Projeto de Terraplenagem é o estudo de engenharia que planeja o movimento de terra de um terreno: define onde haverá corte, onde haverá aterro, as cotas finais das plataformas, os taludes e o caminho da água, transformando um relevo irregular em uma superfície estável e pronta para construir. Em Campinas e na região metropolitana, é a etapa que antecede fundações e pavimentos em obras com desnível acentuado, loteamentos, galpões e condomínios.
Na prática, o caminho começa com o levantamento topográfico planialtimétrico, que registra as cotas do terreno natural. Em seguida define-se o greide e as plataformas (cotas de projeto) e faz-se o cálculo de volumes, comparando o terreno existente com o projetado para saber quanto será cortado e quanto será aterrado — buscando o equilíbrio dentro do próprio lote para reduzir empréstimo de material e bota-fora. Por fim, especificam-se os critérios de compactação por camadas e integra-se o projeto à drenagem e à contenção, evitando recalques, erosão e escorregamento de taludes.
Por se tratar de serviço de engenharia, o projeto exige responsabilidade técnica: o engenheiro habilitado registra a ART no CREA-SP. Os documentos típicos são o levantamento topográfico, plantas de corte e aterro, seções transversais, quadro de volumes e memorial técnico. Quando a obra envolve aprovação ou licenciamento — como movimento de terra em encostas, supressão de vegetação ou intervenção em área ambientalmente sensível — podem entrar a Prefeitura de Campinas (alvará/licença de movimento de terra) e a CETESB, no caso de exigências ambientais estaduais.
Não existe prazo único: ele depende do porte do terreno, da topografia e da necessidade ou não de aprovação em órgãos públicos. A terraplenagem raramente é projetada de forma isolada — ela anda junto com drenagem e contenção. A Samoa Engenharia elabora esse conjunto de forma coordenada, com cálculo otimizado de volumes, controle de compactação conforme a NBR 5681 e ART emitida, entregando o terreno seguro, drenado e econômico para a obra.