O Projeto Hidráulico é o conjunto de plantas, isométricos e memoriais de cálculo que descreve como a água chega, circula e é descartada em uma edificação, abrangendo água fria, água quente, esgoto sanitário, águas pluviais e, quando exigido, combate a incêndio. Para ser válido perante a prefeitura e a concessionária, ele precisa ser assinado por engenheiro habilitado e acompanhado de ART registrada no CREA-SP.
Na prática, o caminho começa pelo levantamento: analisa-se o projeto arquitetônico ou vistoria-se o imóvel para mapear pontos de consumo, tipo de aquecimento e necessidade de hidrantes. Em seguida vem o dimensionamento, em que se calculam vazões, pressões, diâmetros de tubulação e capacidade de reservatórios. Depois desenha-se o projeto executivo com plantas, detalhes construtivos e lista de materiais. Por fim, faz-se a revisão com o cliente, emite-se a ART e protocola-se a documentação para aprovação na concessionária e, se houver sistema de incêndio, no Corpo de Bombeiros.
Os documentos usuais são a planta arquitetônica atualizada, a matrícula ou documento do imóvel, os dados do responsável e o próprio projeto hidrossanitário com memorial de cálculo. Os órgãos envolvidos variam conforme o caso: a concessionária local de água e esgoto (em Campinas, a SANASA; em municípios vizinhos, DAE ou Sabesp), a Prefeitura de Campinas no processo de aprovação da obra, o CREA-SP para a Anotação de Responsabilidade Técnica e o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo quando a edificação exige projeto de hidrantes.
Não há validade fixa para o projeto em si, mas as exigências normativas e os parâmetros da concessionária podem mudar, e alterações no imóvel pedem revisão do projeto. O dimensionamento segue as normas da ABNT aplicáveis a cada sistema, o que evita problemas como pressão insuficiente, refluxo de esgoto e infiltrações. A Samoa Engenharia conduz todo o percurso em Campinas e região metropolitana — do levantamento à emissão da ART e ao acompanhamento da aprovação junto à concessionária e demais órgãos.