A individualização de hidrômetros junto ao DAE é o conjunto de obras e procedimentos que transforma a medição coletiva de água de um condomínio em medições independentes, dando a cada unidade um hidrômetro próprio e uma conta separada. Em Campinas e região, esse processo precisa ser projetado por engenheiro e aprovado pelo Departamento de Água e Esgoto do município antes da liberação dos medidores.
Na prática, o caminho começa por uma visita técnica para mapear as prumadas e ramais existentes e avaliar a viabilidade da adequação. Em seguida, o engenheiro elabora o projeto hidráulico seguindo a NBR 5626, definindo a posição dos novos hidrômetros, barriletes e ramais individuais. O projeto é então protocolado no DAE para análise; aprovado o pedido, executa-se a obra de adequação e agenda-se a vistoria final, etapa que autoriza a instalação dos medidores e a abertura de uma conta para cada unidade.
A documentação típica reúne o projeto hidráulico assinado, o memorial descritivo, a planta do imóvel, a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada no CREA-SP e a ata de assembleia que aprovou a individualização, exigência ligada ao artigo 1.341 do Código Civil por se tratar de intervenção em área comum. Os órgãos envolvidos são essencialmente o DAE municipal, que aprova e fiscaliza, e o CREA-SP, que registra a responsabilidade técnica do engenheiro.
Os prazos variam conforme o porte do condomínio e a fila de análise do DAE, podendo ir de algumas semanas a poucos meses entre protocolo e liberação. Vale lembrar que a Lei Federal 13.312/2016 tornou a medição individualizada obrigatória para novas edificações, enquanto nos imóveis antigos ela é uma adequação valorizada na venda e no financiamento. A Samoa Engenharia conduz todas as etapas em Campinas e região metropolitana, do diagnóstico ao acompanhamento da vistoria, indicando os modelos de hidrômetro homologados em cada cidade para evitar reprovações.