O Projeto de Estação de Tratamento de Água (ETA) é o documento de engenharia que define, calcula e detalha como a água captada de um rio, represa ou poço será transformada em água potável dentro do padrão de potabilidade exigido para o consumo humano. Em Campinas e região metropolitana, ele é o ponto de partida para implantar um sistema próprio de abastecimento ou ampliar um já existente.
Para obter um projeto de ETA, o caminho prático começa com o estudo de demanda (quantas pessoas ou que vazão atender e por quanto tempo) e com a caracterização da água bruta em laboratório — turbidez, cor, pH, alcalinidade e contaminantes. Com esses dados, o engenheiro escolhe a tecnologia de tratamento (ciclo completo, filtração direta ou dupla filtração) e dimensiona cada unidade: coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção, mais a casa de química e a reservação. Em seguida vêm o detalhamento das plantas, o memorial de cálculo e a emissão da ART, peças que viabilizam a obra e o licenciamento.
Os documentos centrais são o laudo de caracterização da água bruta, o memorial descritivo e de cálculo, as plantas hidráulicas, estruturais e de processo, os fluxogramas e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) registrada no CREA-SP pelo engenheiro responsável. Conforme a finalidade e a fonte de água, podem participar a Prefeitura de Campinas (alvará e aprovação de obra), a CETESB (outorga/licenciamento ligado à captação e ao manancial) e a Vigilância Sanitária (controle da potabilidade da água distribuída).
Não há prazo único: ele depende do porte da estação, da qualidade da água bruta e dos órgãos envolvidos no licenciamento. O projeto deve seguir a ABNT NBR 12216, que rege o dimensionamento de ETAs para abastecimento, e atender ao padrão de potabilidade definido pela portaria vigente do Ministério da Saúde. A Samoa Engenharia conduz todo o fluxo — do estudo de demanda à entrega das plantas com ART — com equipe multidisciplinar e dimensionamento que equilibra qualidade da água e custo de operação.