O RIT - Relatório de Impacto de Trânsito é o documento técnico exigido para empreendimentos enquadrados como Polos Geradores de Tráfego (PGT), aqueles que atraem grande movimentação de veículos e pedestres. Em Campinas, ele costuma ser pré-requisito para a obtenção de alvarás de construção e de funcionamento, pois demonstra que o empreendimento não vai comprometer a fluidez e a segurança do sistema viário do entorno.
Na prática, o caminho começa com a caracterização do empreendimento e a estimativa das viagens que ele vai gerar, com base no uso, na área construída e no número de vagas. Em seguida, faz-se a contagem volumétrica de tráfego nas interseções críticas, em dias e horários de pico, e a análise de capacidade e nível de serviço das vias comparando o cenário atual com o futuro. Por fim, o estudo propõe as melhorias viárias necessárias (acessos, sinalização, vagas e área de acumulação interna) e é protocolado no órgão de trânsito para análise e aprovação.
Os documentos exigidos costumam incluir o projeto arquitetônico aprovado ou em aprovação, o memorial descritivo do empreendimento, o quadro de áreas e de vagas, o levantamento planialtimétrico do entorno e os dados das contagens de campo. Por se tratar de serviço de engenharia, o relatório deve ser acompanhado da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada no CREA-SP. Em Campinas, o órgão que analisa e aprova o RIT é a EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas); em São Paulo, a função equivalente cabe à CET-SP. O estudo também costuma se articular com a prefeitura, quando integra o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
Não há um prazo único: ele varia conforme o porte do empreendimento, a complexidade das contagens e o tempo de análise do órgão. Em geral, quando o RIT é bem fundamentado e protocolado já com as informações completas, a aprovação tende a ocorrer com menos exigências e na primeira submissão. A Samoa Engenharia conduz todo o processo em Campinas e na região metropolitana, do diagnóstico e da contagem de campo com equipe própria até a proposição de melhorias e o acompanhamento da análise na EMDEC ou na CET-SP, sempre com a ART correspondente.